Expressões típicas alentejanas

Terra de tradições e cultura, o Alentejo possui ainda expressões muito curiosas. Conheça algumas das expressões típicas alentejanas.

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Conhece algumas expressões típicas alentejanas?

Todo o bom alentejano “abala” para um sítio qualquer, que normalmente é já ali. O ser já ali é uma forma de dizer que não é muito longe, mas claro que qualquer aldeia perto, aqui no Alentejo, está no mínimo a cerca de 30km. Só um alentejano sabe ser alentejano!

expressões típicas alentejanas
Monsaraz

Um alentejano “amanha” as suas coisas, não as arranja, um alentejano tem “cargas de fezes”, não tem problemas, um alentejano vai “à do ou à da…” não vai a casa de…, um alentejano “inteira-se das coisas”, não fica a saber… No Alentejo não há aldrabões, há “pantomineiros”, e aqui também não se brinca, “manga-se”.

expressões típicas alentejanas
Campo Maior

No Alentejo não se deita nada fora, “aventa-se” qualquer coisa e comem-se “ervilhanas” ou “alcagoitas” (amendoins) e “malacuecos” (farturas). Os alentejanos não espreitam nada nem ninguém, apenas se “assomam”… E quando se “assomam”, muitas vezes podem mesmo ter dores nos “artelhos” (tornozelos)!

expressões típicas alentejanas
Alentejo

As coisas velhas são “caliqueiras” e muitas vezes viaja-se de “furgonete” (carrinha de caixa aberta), algo que pode deixar as pessoas “alvoreadas” (desassossegadas).

expressões típicas alentejanas
Alentejo

Quando algo não corre bem é uma “moideira” (chatice) e ficamos “derramados” (aborrecidos) com a situação, levando muitas vezes a que as pessoas acabem por “garrear” (discutir) umas com as outras e a fazerem grandes “descabeches” (alaridos).

expressões típicas alentejanas
Alentejo

“Ainda-bem-não” (regulamente) as pessoas têm que puxar pela “mona” (cabeça) para se desenrascarem quando muitas vezes a solução dos seus problemas está mesmo “escarrapachada” (bem visível) à sua frente.

expressões típicas alentejanas
Alentejo

Não estou “repeso” (arrependido) de ter escrito esta pequena crónica, com vista a lembrar detalhes do património oral que nos é tão próximo e muitas vezes de “bradar” aos céus. “Dei fé” (pesquisei) a algumas expressões e tentei não vos criar, a vós leitores, uma grande “moenga”, apenas quero que guardem algumas destas expressões na vossa “alembradura” (lembrança)!

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