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Monumentos portugueses que são património mundial

São vários, espalhados pelo país e dos mais variados estilos, cada um com muitas historias para contar. Monumentos portugueses que são património mundial.

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Mosteiro da Batalha
Mosteiro da Batalha

Nos últimos anos, Portugal tem feito uma aposta consistente na recuperação e manutenção dos seus monumentos mais grandiosos e emblemáticos. O esforço tem sido reconhecido pela UNESCO, que classificou vários deles como Património Mundial. São símbolos da nossa História enquanto povo e nação mas também na nossa cultura e da nossa forma de estar na vida. Preservar os nossos monumentos é preservar a nossa memória. Estes são os monumentos portugueses classificados como Património Mundial pela UNESCO.

 

1. Mosteiro dos Jerónimos

Perto do local onde o Infante D. Henrique, em meados do séc. XV, mandou edificar uma igreja sobre a invocação de Sta. Maria de Belém, quis o rei D. Manuel I construir um grande Mosteiro.

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Mosteiro dos Jerónimos

Para perpetuar a memória do Infante, pela sua grande devoção a Nossa Senhora e crença em S. Jerónimo, D. Manuel I decidiu fundar em 1496, o Mosteiro de Sta. Maria de Belém, perto da cidade de Lisboa, junto ao rio Tejo.

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Mosteiro dos Jerónimos

Doado aos monges da Ordem de S. Jerónimo, é hoje vulgarmente conhecido por Mosteiro dos Jerónimos. O Mosteiro é um referente cultural que não escapou nem aos artistas, cronistas ou viajantes durante os seus cinco séculos de existência. Foi acolhimento e sepultura de reis, mais tarde de poetas.

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Mosteiro dos Jerónimos

Hoje é admirado por cada um de nós, não apenas como uma notável peça de arquitectura mas como parte integrante da nossa cultura e identidade. O Mosteiro dos Jerónimos foi declarado Monumento Nacional em 1907 e, em 1983, a UNESCO classificou-o como “Património Cultural de toda a Humanidade”.

 

2. Torre de Belém

A construção da Torre de Belém, abaluartada, obedece a um critério racional de defesa do estuário do Tejo, implementado por D. João II, e englobado no plano mais vasto da reorganização geral das forças de terra e mar, plano esse continuado por D. Manuel I, e que viria a proporcionar os meios necessários, humanos e materiais, requeridos pela expansão promovida à escala planetária.

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Torre de Belém

O projecto inicial abarcava um dispositivo integrado que compreendia, como meios fixos, a Fortaleza de Cascais, porventura atalaia e fortaleza avançada, a Torre Velha da margem sul e, em frente a esta, uma bateria, apenas fortificada, situada na zona onde mais tarde se viria a erguer a Torre de Belém.

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Torre de Belém

Guarnecidas de grossas bombardas, o tiro cruzado constituía formidável obstáculo a todo e qualquer navio, corsário ou de nação beligerante, que tentasse forçar a Barra. Devido a algumas limitações, como seja a sua grande dispersão, cadência reduzida, alcance insuficiente, construiu-se, por isso e por outros inconvenientes, uma nau de 1000 tonéis, cheia de numerosas peças que complementavam o dispositivo defensivo com uma base de fogo móvel.

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Torre de Belém

E como talvez se julgasse ainda insuficiente a total protecção, também se construíram caravelas equipadas de grossas bombardas, executando tiro de ricochete, técnica inédita até então, e que estariam em posição, prontas a intervir caso necessário.

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Torre de Belém

Este era um plano de grande eficiência, porquanto durante cerca de 30 a 40 anos não se registam queixas das populações, antes vítimas de constantes depredações por parte de corsários de origem norte-africana e norte-europeia. Este plano inédito e pioneiro veio a ser seguido, mais tarde, em todo o território do Império Português de quinhentos, sobretudo no Oriente.

 

3. Mosteiro da Batalha

No arranque das obras do Mosteiro da Batalha foi construído um pequeno templo, cujos vestígios eram ainda visíveis no princípio do século XIX. Era nesta edificação, Santa Maria-a-Velha, também conhecida por Igreja Velha, que se celebrava missa, dando apoio aos operários do estaleiro. Tratava-se de uma obra pobre, feita com escassos recursos.

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Mosteiro da Batalha

Em traços esquemáticos conhece-se a evolução do estaleiro propriamente dito e o grau de avanço das obras. Sabe-se que ao projecto inicial corresponde a igreja, o claustro e as dependências monásticas inerentes, como a Sala do Capítulo, sacristia, refeitório e anexos. É um modelo que se assemelha ao adoptado, em termos de orgânica interna, pelo grande mosteiro alcobacense.

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Mosteiro da Batalha

A capela do Fundador, capela funerária, foi acrescentada a este projecto inicial pelo próprio rei D. João I, o mesmo acontecendo com a rotunda funerária conhecida por Capelas Imperfeitas, da iniciativa do rei D. Duarte. O claustro menor e dependências adjacentes, ficaria a dever-se à iniciativa de D. Afonso V, sendo de notar o desinteresse de D. João II pela edificação. Voltaria a receber os favores reais com D. Manuel, mas somente até 1516-1517, ou seja, até à sua decisão em favorecer decididamente a fábrica do Mosteiro dos Jerónimos.

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Mosteiro da Batalha

O Mosteiro foi restaurado no Século XIX, sob a direcção de Luís Mouzinho de Albuquerque, de acordo com a traça de Thomas Pitt, viajante inglês que estivera em Portugal nos fins do Século XVIII, e que dera a conhecer por toda a Europa o mosteiro através das suas gravuras.

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Mosteiro da Batalha

Neste restauro, o Mosteiro sofreu transformações mais ou menos profundas, designadamente pela destruição de dois claustros, junto das Capelas Imperfeitas e, num quadro de extinção das ordens religiosas em Portugal, pela remoção total dos símbolos religiosos, procurando tornar o Mosteiro num símbolo glorioso da Dinastia de Avis e, sobretudo, da sua primeira geração (a dita Ínclita Geração de Camões).

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Mosteiro da Batalha

Data dessa altura a actual configuração da Capela do Fundador e a vulgarização do termo Mosteiro da Batalha (celebrando Aljubarrota) em detrimento de Santa Maria da Vitória, numa tentativa de erradicar definitivamente as designações que lembrassem o passado religioso do edifício.

 

4. Mosteiro de Alcobaça

Mosteiro fundado em 1178 pela Ordem de Cister, em cumprimento do voto de doação feito por D. Afonso Henriques, aquando da conquista de Santarém aos árabes. A abadia é um dos mais importantes templos cistercienses medievais, tratando-se da primeira obra inteiramente gótica em Portugal.

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Mosteiro de Alcobaça

Já a monumental fachada apresenta um conjunto variado de estilos: românico, gótico e barroco. O pórtico é ladeado de esculturas de São Bento e São Bernardo, enquanto as quatro estátuas colocadas na varanda que corre por baixo da rosácea representam as virtudes Fortaleza, Prudência, Justiça e Temperança.

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Mosteiro de Alcobaça

No interior, impera a austeridade prescrita por S. Bernardo, nas suas três naves despidas de adornos. O claustro mais antigo, patrocinado por D. Dinis, contrasta, com os seus capitéis decorados, com a temperança dominante. Destaca-se a Sala dos Túmulos, a primeira experiência neogótica no país, onde repousam D. Pedro e D. Inês de Castro naqueles que são considerados os mais preciosos exemplares da tumulária medieval portuguesa.

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Mosteiro de Alcobaça

Outros espaços dignos de nota são o refeitório, de estilo gótico-manuelino e a monumental cozinha, revestida a azulejos, onde os frades experimentaram fabulosas receitas, como o afamado pudim de ovos ou a perdiz na púcara. Rezam as crónicas que aqui eram também assados bois inteiros. Classificado Património Mundial pela UNESCO.

 

5. Convento de Cristo

O Convento de Cristo é um monumento na cidade de Tomar (freguesia de S. João Baptista), classificado pela UNESCO como Património Mundial.

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Convento de Cristo

Foi fundado em 1160 pelo Grão-Mestre da Ordem dos Templários, dom Gualdim Pais, e ainda conserva memórias desses monges cavaleiros e dos herdeiros do seu cargo, a Ordem de Cristo, os quais fizeram deste edifício a sua sede. Sob Infante D. Henrique o Navegador, Mestre da ordem desde 1418, foram construídos claustros entre a Charola e a fortaleza dos Templários, mas as maiores modificações verificam-se no reinado de D. João III (1521-1557).

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Convento de Cristo

Arquitectos como João de Castilho e Diogo de Arruda procuraram exprimir o poder da Ordem construindo a igreja e os claustros com ricos floreados manuelinos que atingiram o máximo esplendor na janela da fachada ocidental.

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Convento de Cristo

Trata-se de uma construção periurbana, implantada no alto de uma elevação sobranceira à planície onde se estende a cidade. Está circundado pelas muralhas do Castelo de Tomar e pela mata da cerca. Actualmente é um espaço cultural, turístico e ainda devocional. A arquitectura partilha traços românicos, góticos, manuelinos, renascentistas, maneiristas e barrocos.

 

6. Universidade de Coimbra

A sua história remonta ao século seguinte ao da própria fundação da nação portuguesa, dado que foi criada a 1 de Março 1290, quando o Rei D. Dinis I assinou em Leiria o documento Scientiae thesaurus mirabilis, o qual criou a própria universidade, que foi intermediada e foi confirmada pelo Papa.

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Universidade de Coimbra

Fixada definitivamente em Coimbra em 1537, sete anos mais tarde todas as suas Faculdades se instalam no antigo Paço Real da Alcáçova (denominado Paço das Escolas após a sua aquisição pela Universidade de Coimbra em 1597). A bula do Papa Nicolau IV, datada de 9 de Agosto de 1290, reconheceu o Estudo Geral, com as faculdades de Artes, Direito Canónico, Direito Civil e Medicina, reservando-se a Teologia aos conventos Dominicanos e Franciscanos.

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Biblioteca Joanina – Universidade de Coimbra

A universidade, inicialmente instalada na zona do actual Largo do Carmo, em Lisboa, foi transferida para Coimbra, para o Paço Real da Alcáçova, em 1308. Voltou em 1338 para Lisboa, onde permaneceu até 1354, ano em que regressou para Coimbra. Ficou nesta cidade até 1377 e voltou de novo para Lisboa neste ano. Permaneceu em Lisboa até 1537, data em que foi transferida definitivamente para Coimbra, por ordem de D. João III. Sete anos mais tarde todas as suas Faculdades se instalam no histórico Paço Real da Alcáçova.

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Biblioteca Joanina Universidade de Coimbra

Data de 1597 a aquisição (a Dom Filipe I), pela Universidade de Coimbra, do Paço da Alcáçova, que a partir daí passou a designar-se Paço das Escolas (o centro histórico da Universidade). A universidade recebeu os seus primeiros estatutos em 1309, com o nome Charta magna privilegiorum. Os segundos estatutos foram outorgados no ano de 1431, durante o reinado de D. João I, com disposições sobre a frequência, exames, graus, propinas e ainda sobre o traje académico.

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Universidade de Coimbra

Já no reinado de D. Manuel I, em 1503, a Universidade recebeu os seus terceiros estatutos, desta vez com considerações sobre o reitor, disciplinas, salários dos mestres, provas acadêmicas e cerimônia do ato solene de doutoramento. Desde o reinado de D. Manuel I, todos os Reis de Portugal passaram a ter o título de «Protetores» da Universidade, podendo nomear os professores e emitir estatutos.

6 COMENTÁRIOS

  1. DO QUE VI TUDO EXCELENTE (CINCO ESTRELAS) MAS SUBAM UM POUCO MAIS PARA NORTE: BUÇACO; VISEU ETC.

  2. […] De incomparável valor patrimonial e turístico, integrando a albufeira do Castelo de Bode desde 1950. Comprova-se a sua importância com o reconhecimento pela UNESCO em 1983 do conjunto Castelo Templário-Convento de Cristo como Património da Humanidade. […]

  3. […] De incomparável valor patrimonial e turístico, integrando a albufeira do Castelo de Bode desde 1950. Comprova-se a sua importância com o reconhecimento pela UNESCO em 1983 do conjunto Castelo Templário-Convento de Cristo como Património da Humanidade. […]

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