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Abrangendo uma área considerável, incluída no perímetro do Parque Natural de Montesinho, Rio de Onor partilha o nome com o rio que a atravessa, no sentido norte-sul, tornando-se posteriormente tributário do Sabor.

Rio de Onor
Rio de Onor

Rio de Onor subsiste ainda como aldeia comunitária. Este regime pressupõe uma partilha e entreajuda de todos os habitantes, nomeadamente nas seguintes formas: Partilha dos fornos comunitários; Partilha de terrenos agrícolas comunitários, onde todos devem trabalhar; Partilha de um rebanho, pastoreado nos terrenos comunitários.

Rio de Onor
Rio de Onor

Rio de Onor é talvez a mais emblemática das aldeias nordestinas, e pode ter tido origem no povoado medieval de Vinhas Cales, com assento no cabeço do Codeçal, sobranceiro a poente à atual povoação. Ainda em data recente se podia considerar o último resquício do comunitarismo medieval, traduzido na partilha da terra e dos recursos, na extravagância da circulação fiduciária e na garantia da palavra honrada.

Rio de Onor
Rio de Onor

Com a sua vizinha transfronteiriça Rihonor de Castilla constituíam uma insularidade com alguma autonomia económica, muito débil, resultante do aproveitamento esmiuçado da úbere veiga, aqui designada por Faceira, dividida em retalhos equitativos entre o rio e o sopé das vertentes.

Rio de Onor
Rio de Onor

O casario, alinhado em duas ruas paralelas ao rio, é em alvenaria de xisto simplesmente empilhado, pardo por natureza e escuro do muito uso, com coberturas de lousa e varandas estreitas embarrotadas em castanho e com acesso por toscas escadas de pedra.

Rio de Onor
Rio de Onor

Assim eram e assim se mantêm as construções originais, que as novas, não contrastando por imposição regulamentar, procuram no recurso a idênticas morfologias e materiais semelhantes, um mimetismo nem sempre discreto e muito menos integrado.

Rio de Onor
Rio de Onor

De qualquer modo, é-nos grato reconhecer o cuidado que se tem posto na preservação desta aldeia, em claro contraponto com a vizinha espanhola, esforço que se iniciou ainda no Estado Novo, tomando Rio de Onor como uma referência emblemática da tradicional bonomia do povo português.

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