Na peixaria, os robalos parecem todos iguais: prateados, brilhantes, alinhados sobre o gelo. Mas uns foram pescados no mar e outros foram criados em aquicultura, e a lei obriga a dizer qual é qual.
Neste guia explicamos o que o rótulo tem de indicar, como o ler na prática, o peso da aquicultura em Portugal e como conservar e cozinhar o robalo.
Segundo a lei europeia, quem vende robalo tem de indicar se foi capturado ou criado em aquicultura, a zona de captura ou de criação e o nome da espécie, tanto no peixe embalado como no vendido a granel.
Resumo rápido: procure na etiqueta as palavras capturado ou aquicultura, a zona de origem e o nome científico. Se não houver etiqueta, peça a informação ao vendedor.
O que tem de dizer o rótulo do robalo?
| Informação obrigatória | O que significa |
|---|---|
| Nome comercial e nome científico | Identifica a espécie |
| Método de produção | Se o peixe foi capturado ou criado em aquicultura |
| Zona de captura ou de criação | Onde o peixe foi pescado ou criado |
| Categoria de arte de pesca | O tipo de aparelho usado, nos peixes capturados |
| Estado de descongelação | Se o produto já foi descongelado |
Estas regras vêm do Regulamento (UE) n.º 1379/2013, artigo 35.º, e aplicam-se aos produtos embalados e aos vendidos a granel, segundo a autoridade irlandesa de segurança alimentar (FSAI). Nos embalados há ainda a data de duração mínima.
Como saber se o robalo é selvagem ou de aquicultura?
O mais fiável é o rótulo, não a aparência. Em Portugal, a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) mantém a lista oficial de denominações comerciais autorizadas, onde cada espécie surge com o nome científico e o nome comercial.
Se a banca não tiver etiqueta visível, peça ao peixeiro a informação sobre a origem. É obrigatória também no peixe vendido a granel.
Evite tirar conclusões só pelo tamanho, pela cor ou pela forma do peixe. Essas características variam e não são um critério oficial.
Quanta aquicultura há em Portugal?
Segundo a Comissão Europeia, com dados do INE, a aquicultura portuguesa produz cerca de 21 mil toneladas, num valor de 206 milhões de euros. Em 2023, cerca de 99% da produção era feita em águas marinhas e salobras.
O robalo-europeu (Dicentrarchus labrax) é a quarta espécie por vendas, atrás da amêijoa-boa, do pregado e da dourada.
Como escolher robalo fresco?
Seja selvagem ou de aquicultura, o que mais conta na compra é a frescura. Para os sinais a ter em conta, veja o nosso guia peixe fresco: como escolher, que espécies comprar e as melhores receitas.
Como conservar e cozinhar o robalo?
Guarde o robalo fresco no frigorífico, na zona mais fria, e cozinhe-o no próprio dia ou no dia seguinte. Se o congelar, indique a data na embalagem.
Para cozinhar, experimente o robalo no forno com limão, o robalo grelhado com molho verde ou o robalo no forno com batatas. Para uma refeição de colher, tem o arroz de robalo malandrinho e a massada de robalo.
Perguntas frequentes
O robalo selvagem é melhor do que o de aquicultura? Não há uma resposta única: são produtos diferentes. O mais importante é saber qual está a comprar e escolher peixe fresco. Ambos estão sujeitos às regras europeias de rotulagem.
É obrigatório dizer se o peixe é de aquicultura? Sim. O rótulo tem de indicar se foi capturado ou criado em aquicultura.
O peixe vendido a granel também tem de ter etiqueta? Sim. A informação obrigatória aplica-se também ao peixe vendido a granel.
Posso saber a espécie pelo nome científico? Sim. O nome científico identifica a espécie sem ambiguidades e pode ser confirmado na lista de denominações comerciais da DGRM.
Fontes consultadas
- FSAI: Labelling of fishery and aquaculture products
- DGRM: Denominações comerciais
- Comissão Europeia: Aquaculture in Portugal

















